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Entenda por que o São Paulo perdeu para o Atlético-MG no Independência

SPFC Por SPFC

em 12-10-2017 às 13:05

Jogo de ontem
Jogo de ontem
Substitutos de Arboleda e Cueva vão mal, meio-campo não funciona e Pratto para em Victor na derrota por 1 a 0 do Tricolor para o Galo

Aos 30 minutos do segundo tempo, Jonatan Gomez deixa o jogo e dá lugar a Jucilei. Era a terceira substituição de Dorival Júnior. A terceira envolvendo um meio-campista titular. Sintetiza o porquê de o São Paulo não ter funcionado diante do Atlético-MG e explica em parte a derrota por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, no Independência, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em uma exibição bem aquém das anteriores – o Tricolor não perdia havia quatro rodadas – a equipe parece não ter conseguido colocar em prática nada do que treinou durante 10 dias, período em que ficou sem jogar devido à pausa para as eliminatórias da Copa.

De bom, apenas a participação de Sidão, que evitou placar mais elástico a favor dos mineiros. De negativo, valem três registros:

 

  • Bruno Alves, substituto de Arboleda, foi o autor do pênalti que resultou no gol do Galo;
  • Jonatan Gomez, que entrou no lugar de Cueva, fez parte de um meio-campo que não se entendeu, incluindo aí até o Profeta: Hernanes, apagado, foi substituído antes até do argentino;
  • Pratto chegou a 11 jogos sem marcar e parece estar com azar: levou a pior em dois duelos com o goleiro Victor.

 

Mas vamos explicar mais detalhadamente a partida do São Paulo para você entender o peso de cada um dos três tópicos acima.

 

Que desorganização é essa?

 

Sem Arboleda e Cueva, que defenderam as seleções de Equador e Peru, respectivamente, Dorival Júnior mandou a campo Bruno Alves na zaga e Jonatan Gomez no meio.

Assim, a segunda linha do 4-1-4-1 tradicional tinha Marcos Guilherme, Gomez, Hernanes e Lucas Fernandes. E foi justamente ela o maior problema do time no primeiro tempo. Por duas razões:

 

  • Defensivamente, nenhum dos quatro funcionou. Pelo lado de Guilherme, aberto pela direita, Fábio Santos e Robinho fizeram ultrapassagens o tempo todo. Não à toa, Militão ficou sobrecarregado. As melhores chances de ataque dos mineiros nasceram nas costas do volante que vem sendo improvisado como lateral-direito, como esta, de Robinho, abaixo.
  • Na frente, o time não conseguia fazer a transição quando recuperava a posse. Petros e Hernanes eram bem marcados. Assim, Marcos Guilherme e Lucas Fernandes mal tocavam na bola. Dorival tentou inverter a dupla de lado ainda aos 30. Não deu certo.

 

No papel de pivô, Lucas Fernandes ainda irritou os colegas. Em vez de dar sequência às tabelas, ia para trás. Veja nos gifs abaixo duas situações quase sequenciais, uma com Gomez e outra com Júnior Tavares.

 
Lucas Fernandes não dá sequência à tabela com Jonatan Gómez... (Foto: Reprodução)

Lucas Fernandes não dá sequência à tabela com Jonatan Gómez... (Foto: Reprodução)

 
 
...depois faz o mesmo com Júnior Tavares (Foto: Reprodução)

...depois faz o mesmo com Júnior Tavares (Foto: Reprodução)

Para se ter uma ideia de como foi amassado no primeiro tempo, com 15 minutos de jogo, o São Paulo quase não havia tocado na bola: eram 16 passes, sendo 10 corretos, contra 65 do Galo (61 certos).

Na verdade, ir para o intervalo com o 0 a 0 no placar ainda foi lucro para o São Paulo. Sidão fez três defesas difíceis, incluindo uma em lance no qual o Galo reclamou bastante.

Castigo vem cedo

 

A sorte, porém, não durou quatro minutos na volta para a etapa final. Foi o tempo necessário para Bruno Alves cometer pênalti em Valdívia.

A primeira chance real de gol do São Paulo só veio aos 13 minutos, em cabeçada de Lucas Pratto que Victor defendeu – o que diz muito sobre a apresentação da equipe no Horto.

Dorival ainda tentou mexer. Tirou Hernanes (muito apagado) e Lucas Fernandes para colocar Shaylon e Maicosuel, respectivamente. Coincidência ou não, a equipe melhorou e poderia ter empatado em outra testada de Pratto que o goleiro do Galo salvou novamente.

Na última alteração, o treinador são-paulino trocou Gomez por Jucilei. A prova definitiva de que seu meio-campo originalmente pensado não deu certo. Na base dos cruzamentos, a equipe ainda tentou pressionar, mas não evitou a 12ª derrota no campeonato.

 

Veja os números da partida:

GALO X TRICOLOR

  ATLÉTICO-MG SÃO PAULO
Finalizações 22 9
Chances reais de gol 10 2
Cabeçadas 2 4
Bolas levantadas 24 23
Faltas cometidas 14 12
Passes errados 22 20
Passes certos 217 215
Desarmes 36 24

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Fonte: globoesporte.com
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